Impossível não lembrar da África do Sul, do Iniesta, do Cesc, da prorrogação, do abismo, da glória. Impossível não perceber neste momento de Ferran Torres ocorrido dez minutos antes, o 106º depois de anos comemorando a lenda do 116º. Pedri mandou para a área, Nico Williams deixou para trás de cabeça e Ferran estourou a rede e causou mais uma explosão inesquecível, a segunda estrela, o bicampeonato mundial contra o último campeão, que reduziu quase a nada. Ele só chutou depois do gol de La Roja, algo incomum. Nenhuma equipe havia passado 90 minutos de uma final sem tentar. Nenhum até 117. A jogada da equipe de Luis de la Fuente desmontou a Argentina do mítico 10, queimou-a com o jogo, picou-a com uma sucessão de chutes suaves e finalizou com um chute de pé esquerdo. Despediu-se de Messi na Copa do Mundo com uma exibição coral.








