
Sob um misterioso túnel construído com galhos, ladeado por canteiros, estendia-se, interminavelmente, uma mesa também repleta de incríveis arranjos florais. Cada cadeira dourada, com sua porcelana fina e talheres de prata, aguardava uma celebridade, de Greta Lee (que usava um colar de crisoprase no pescoço, no centro do qual carregava dois pássaros de diamantes empoleirados em uma excepcional água-marinha brasileira de 22 quilates) a Connor Storrie (que usava um broche de espessartina de 66 quilates na lapela rodeado de safiras, espinélios azuis, opalas de fogo e diamantes). Aquele túnel foi apenas uma das alusões ao universo criativo de Bunny Mellon, um dos cisnes de Capote, socialite essencial entre senhoras que almoçam e colecionador das peças mais memoráveis de Jean Schlumberger, que foi a alma criativa da marca nova-iorquina desde os anos cinquenta até à sua morte nos anos oitenta (e cujo legado continua a ser uma presença constante).








