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México – África do Sul, ao vivo | As equipes se aquecem no Azteca antes da partida de abertura



“México campeão desaparecido”: os grupos de busca tornam visível a crise na abertura da Copa do Mundo

No centro da cidade onde milhares de cidadãos acompanharão o jogo de abertura da Copa do Mundo e nas vias de entrada do Estádio Azteca As mães que fazem buscas continuam a colocar os rostos dos seus filhos desaparecidos. Num país que regista 134 mil pessoas sem serem localizadas, centenas de famílias marcham desde quarta-feira para tornar visível a dimensão da crise: “México campeão em desaparecimento!” Os ônibus, que ontem tentaram chegar ao recinto esportivo sem sucesso, mais uma vez se deparam com o destacamento policial no entorno do estádio. Diante do bloqueio, optaram por colar cartões de busca nos caminhões da polícia e exibir lonas com os nomes e rostos de seus familiares. Eles também se concentraram no Anjo da Independência e em outros pontos do centro da Cidade do México. “Não somos contra a Copa do Mundo, mas contra o esquecimento”, explicou em diversas ocasiões Jacky Palmeros, que fundou o coletivo Una luz en el camino após o desaparecimento de sua filha Montserrat Uribe na Cidade do México.

Na Avenida del Imán, encapuzados vandalizaram um quartel da Guarda Nacional e algumas lojas. A marcha, geralmente pacífica, segue em direção ao cruzamento com Gran Sur, onde moradores do povoado de Santa Úrsula e amigos organizaram uma festa popular com desafios de futebol, música e pintura. Tudo isto a 500 metros da entrada do Estádio. Carmen Trejo, integrante do grupo de assentados, denuncia que a área não tem água há anos porque o poço que os abastecia foi concessionado a uma empresa privada. “E depois também a gentrificação”, diz a mulher, “estão a construir muitos edifícios sem autorização nesta zona sul e estão a expulsar os residentes originais”, critica.