
O México alterou a sua constituição para selar uma causa que permite a anulação de eleições: a interferência estrangeira. A maioria governista – Morena e seus aliados – em ambas as câmaras aprovou nesta sexta-feira, via acelerada, uma reforma que apenas alguns anos atrás teria sido recebida como uma extravagância. Mas o mapa geopolítico está a mudar rapidamente desde que Donald Trump chegou ao poder. O presidente dos Estados Unidos tirou explicitamente a poeira uma antiga doutrina do final do século XIX isso justifica o intervencionismo no resto do continente americano. Uma escalada política e militar, em grande parte justificada como uma nova e agressiva guerra às drogas, e que tem o México, vizinho do sul, como um dos seus alvos preferidos. Esse é o contexto defendido pelo partido da presidente, Claudia Sheinbaum, para um escudo constitucional que, na ausência dos detalhes das leis ainda a serem desenvolvidas, tem levantado suspeitas na oposição devido ao risco de que o novo critério acabe sendo utilizado de forma discricionária nestes tempos de máxima polarização.








