
Audiência Pública da Comissão de Economia e Finanças da Câmara de Osasco, realizada nesta segunda-feira (23), apresentou os resultados fiscais do terceiro quadrimestre de 2025 no município de Osasco. Liderada pelo vereador Josias da Juco (PSD), presidente da Comissão, e secretariada pelo vereador Alexandre Capriotti (PL), a audiência contou com a presença de 10 outros vereadores.
Pedro Sotero, titular da Secretaria de Economia e Finanças de Osasco, apresentou os resultados fiscais da cidade no ano de 2025. A Receita total atingiu R$ 5,3 bilhões ante os 5,16 bilhões verificados em 2024 – aumento de 3%.
Conforme Sotero, esse aumento foi puxado pelo aumento na arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) e do Imposto de Renda. O primeiro teve uma arrecadação 6% maior e o segundo, de 12%. “Osasco é a cidade onde mais se abre empresas no estado de São Paulo e isso mantém o crescimento do ISS”, explicou Sotero.
Osasco mostra um indicador interessante em relação ao dinheiro arrecadado e como isso retorna para a sociedade. Segundo estudo da consultoria Assertif, a cidade é a primeira nesse quesito no país. “
No âmbito das despesas, Osasco executou 94% das despesas previstas para 2025. Despesas correntes – gastos com pessoal, obras e juros, foram de R$ 3,86 bilhões – aumento de 3% perante 2024. “Fizemos a lição de casa. O aumento da Despesa seguiu o ritmo de aumento na Receita, sem estresse fiscal para a cidade”, justificou o secretário.
Desse modo, o resultado primário – a diferença entre receitas e despesas – ficou positivo em R$ 377 milhões no ano de 2025.
Dívidas e gasto com pessoal
Já a dívida pública de Osasco se manteve praticamente inalterada: em 31 de dezembro de 2024 o montante devido pela cidade era de R$ 1,05 bilhão e atualmente esse valor está em 1,021 bilhão.
Entretanto, Sotero explicou que como a dívida consolidada (dívida excluindo obrigações financeiras e dinheiro em caixa) caiu de R$ 1,31 bilhão para 1,25 bilhão, houve uma redução de R$ 60 milhões – cerca de 2% desse débito.
“O resultado é muito bom, pois em relação ao PIB da cidade, a dívida caiu de 23% do PIB em 2023 para 21,2% em 2025. É uma redução aparentemente pequena, mas feita de modo constante”, comemorou o secretário.
Em relação ao gasto com pessoal e salários, a despesa de Osasco nesse aspecto segue constante. O valor orbita em torno de 40% da receita da cidade. “Estamos bem abaixo do limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, de 53%”, acrescentou ele.
Questionamentos
Heber do JuntOz perguntou sobre a queda do montante em caixa da Prefeitura e sobre restos a pagar.
Sotero explicou como os restos a pagar ficam para o ano seguinte (2026, no caso). O secretário falou de um cenário de médio prazo mais difícil para a cidade: “Há a reforma tributária, isenções tributárias na cidade e o “descongela” – pagamento retroativo de benefícios de carreira para os servidores públicos”.








